Linhares, entre o céu e a terraÉ lá do alto que a beleza da aldeia se revela maior, mais grandiosa. Se caminhando pela aldeia se descobrem pequenos recantos de história, pequenas lascas de memória e gente que fala do passado, lá do alto, a mais de mil metros de altitude, a descoberta é bem mais arrebatadora.
Os contornos da povoação e dos campos envolventes, as cores suaves da paisagem e das casas, e até o próprio silêncio que se reparte entre céu e terra são inesquecíveis.
Só mesmo quem se deixa envolver pela simpatia do povo e pela beleza da Serra da Estrela pode compreender o verdadeiro sabor da tradição desta terra que passa pelo queijo e pelo "pão centeio", pelos rebanhos e pela agricultura de subsistência.
O castelo altivo tem nas suas duas torres de pedra os únicos braços que Deus lhe deu para defender o seu povo dando-lhe força para lutar contra o inimigo.
Figueiró, Carrapichana, Mesquitela, Rio Mondego, Vendo do Cepo, Rio de Moinhos, Rabaçal.
76km
Linhares – Marialva
De uma forma geral a etapa não apresenta grandes desníveis. Apelas no concelho de Trancoso se encontram as maiores subidas e descidas. De resto, o piso é muito variado, alternando caminhos mais “pesados”, devido à proximidade das Linhas de água, com piso mais “duro” repleto de pedras e calçadas.
Marialva, o planalto das lendas
Dos tempos da Dama dos Pés de Cabra, restam as ruínas das casas, as oliveiras, a forca e as paredes da prisão. Ficam ainda na memória os tempos das feiras e da agitada vida comercial da aldeia. Mas a magia da paisagem que se admira do planalto das igrejas continua a dar a Marialva o verdadeiro encanto das aldeias portuguesas. Foi fora das muralhas que o povoado se desenvolveu e guardou a traça das casas de pedra, de dois andares, alinhando-as de forma regular e fechada para uma vida mais familiar. Hoje, enquanto as casas velhas vão sendo restauradas pelo homem, que um dia as esqueceu, lá no alto, o castelo vai cedendo ao tempo e as suas pedras soltam-se como lágrimas de despedida. Mas provavelmente é nesse "ritual" que reside todo o encanto de Marialva, aldeia altiva que apesar de velha e esquecida, continua orgulhosa das serranias que a abraçam e das suas gentes que se esforçam para não a deixar partir sem aproveitar a calma e a brisa que corre suave ao fim da tarde.
Castelo Rodrigo, ruínas misteriosas
Castelo Rodrigo olha a Serra da Marofa com a altivez de uma fidalga. Sobreviveu ao tempo e às guerras reais. E ainda hoje luta por mostrar toda a beleza das suas casas, algumas delas em ruínas. Do alto das muralhas a vista alcança uma vastidão de terra que vai desde a Serra da Estrela à Raia Espanhola. Mas é nas gentes que o seu encanto se desenvolve e nos cativa. E das velhas ruínas do palácio os ventos trazem sussurros de histórias de túneis e incêndios misteriosos. Pedra a pedra, aquelas que ainda se mantêm em pé, as casas são o espelho do tempo e da sua voraz condição. Mas Castelo Rodrigo continua orgulhoso no alto da sua colina, olhando os campos súbditos na planície fronteiriça. As culturas, os muros de pedra a dividir os campos, devem-lhe respeito e por isso o ar que se respira é de confiança e de harmonia. É assim que quem passa gostaria de por ali ficar a viver como um antigo senhor feudal, nem que fosse, apenas, por um dia.
Almofala, Vale da Coelha.
76km
Marialva - Castelo Rodrigo – Almeida
A etapa em geral decorre em zonas mais ou menos planas e rápidas. Em termos das características do terreno existem grandes extensões em que o cascalho solto torna o piso muito irregular.
De relembrar que nesta etapa se atravessa o Parque Natural do Douro Internacional, pelo que os cuidados deverão ser redobrados no que toca à saída dos trilhos marcados e respeito pelas espécies da fauna e flora.
Segunda dia 9 de Junho de 2008
Almeida, estrela de pedra
Do passado não restam apenas as casas de pedra. Fala de batalhas e de heróis que em Almeida expulsaram os franceses. Assim a estrela de pedra, forte e imponente, continua a resistir não só ao tempo como aos homens que vieram a seguir às invasões. Junto das muralhas nasceram flores de cores garridas e pequenos recantos ajardinados. E as casas protegidas pelas imponentes muralhas, descansam calmamente sob o olhar atento de quem passa. Vista do ar, Almeida parece uma estrela, que se impõe como polo central da paisagem, recortada à serra para defender o povo que lhe dava vida. Hoje, séculos volvidos, são as tradições que se tentam manter que fazem desta vila um local histórico de peculiar beleza. E se a tanta história se juntar a gastronomia tradicional serrana, teremos o prazer de passear nas ruas calcetadas sentindo o cheiro que emana das cozinhas, a força das casas brasonadas e ouvindo as lendas que chegam da antiga prisão.
Rio Côa, Aldeia Nova, Ansul, Leomil.
Castelo Mendo, o vale perdido
Descendo por uma estrada estreita de curvas apertadas chega-se às portas de uma fortaleza medieval rodeada por montes verdejantes e vales férteis. Passa-se o portal de pedra onde dois berrões descansam há séculos e entra-se num mundo antigo. Pequenas casas de pedra, com alpendre e janelas aprumadas revelam uma arquitectura tradicional atribuída às gentes com menos posses. E se a reconstrução lhes retirou a tinta e o reboco, também lhes deu outra vida e outra postura. Longe da agitação do progresso, a aldeia vive a sua solidão nas ruas desertas e nas casas abandonadas. Mas é graças a esse isolamento que Castelo Mendo é um pequeno paraíso perdido na montanha. O queijo de cabra e o pão feito como antigamente, prometem uma tarde bem passada a olhar a paisagem. Mas se o desejo de imensidão for grande, do terreiro da igreja sem tecto, onde os aldeões veneram uma Senhora de Fátima, a vista alcança uma paisagem espectacular. É assim que o encanto desta aldeia enche o peito de quem lá vai e deixa saudade a quem parte.Freineda, Aldeia da Ribeira, Alfaiates, Ozendo, Sabugal.
Alfaiates
Sabugal
Caracterização geral:82km
Almeida – Castelo Mendo
Os estradões percorridos nesta travessia são, na sua maioria, bastante largos e de piso regular. Por outro lado, a travessia do Côa obriga a vencer um desnível significativo mas que se “faz” de forma gradual e sem grandes problemas.
Castelo Mendo – Sabugal
Apresentando alguns desníveis não acentuados, a etapa caracteriza-se por uma grande variedade de tipo de piso. Umas vezes com bastante pedra solta, outras junto a linhas de águas que tornam o terreno pesado, outros por calçadas antigas… o percurso é deste ponto de vista, bastante variado
A Grande Rota das Aldeias Históricas-GR22 foi a expedição realizada este ano pelo bttarouca, teve representado por quatro elementos Camisão, Tozé Noites, Seabra, Miguel Cruz, “coca cola e o chipicao”.Esta aventura decorreu nos dias 8, 9 e 10 de Junho de 2008 com o apoio da DELTA CAFÈS da Guarda. Percorremos 247 km passando por 5 das 10 aldeias históricas. Linhares, Marialva, Castelo Rodrigo, Castelo Mendo e terminando no sabugal. Descobrimos as mais belas paisagens, os mais espectaculares locais históricos (aldeias, castelos e monumentos…). Num cenário de grande riqueza histórica natural e atravessando duas áreas protegidas – Parque Natural da Serra da Estrela e Parque Natural Douro Internacional).


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Álvaro Rocha atleta bttarouca participou na primeira prova da taça de Portugal de maratonas xcm que teve inicio em Ponte da Barca e andou pela serra do Geres.3100m de acumulado, 75 km.MARATONA DE PONTE DA BARCA - Marco Sousa venceu ao “sprint”Marco Sousa foi o brilhante vencedor da Maratona de Ponte da Barca, primeira etapa da Taça Nacional da especialidade da responsabilidade da União Velocipédica Portuguesa-Federação Portuguesa de Ciclismo.Para a competição organizada pela geapro, com o apoio da Câmara Municipal de Ponte da Barca, alinharam 195 corredores que tiveram pela frente um percurso de 84 quilómetros muito exigente em termos físicos e que logicamente cedo começou a ditar as primeiras diferenças, deixando no comando um grupo de vários elementos, sem dúvida os que revelaram melhor preparação neste início de temporada.Se ao Km 22 ainda rodavam na cabeça da corrida dez atletas, na segunda zona de abastecimento esse grupo estava a reduzido a três participantes: Marco Sousa, Rui Lavarinhas e João Marinho. Este trio acabou por se desfazer na difícil subida em paralelipípedo para a Ermida - que em nada ficava a dever a um prémio de montanha dos mais exigentes da Volta a Portugal - com os dois primeiros a retirarem o máximo proveito da sua experiência das provas de estrada.Marco Sousa e Rui Lavarinhas não mais se perderam de vista até à chegada e foi já em Ponte da Barca, em plena recta da meta, que o atleta da Benedita se impôs ao antigo corredor do Benfica, entrando com o pé direito na presente temporada: «Foi uma prova muito difícil em termos físicos e tive de me resguardar para a parte final, pois sabia que os últimos quilómetros eram em asfalto e, com a experiência do Lavarinhas nesse tipo de terreno, poderia ser complicado chegar ao triunfo. Agora vou continuar os meus objectivos prova a prova, tentando ter menos azares do que no ano passado, para ver se esta época conseguirei vencer a Taça, depois do segundo lugar de 2007», declarou no final o vencedor da Maratona.João Marinho perdeu o contacto com os dois homens da frente, mas ainda conseguiu defender bem o seu avanço sobre os mais directos perseguidores para garantir na meta o derradeiro lugar do pódio.Na categoria de femininas, a vantagem da polaca Magdalena Balana foi evidente desde os primeiros metros da corrida e nunca mais parou de aumentar até à meta, entrando com cerca de meia hora de vantagem sobre a segunda classificada!José Militão terminou na sétima posição da geral e levou a melhor na classe de Sub-23, enquanto Rui Torpes (Veteranos A), Pedro Brito (Veteranos B) e Carlos Cabrita (Veteranos C) venceram nas respectivas categorias.Na Promoção também houve um desnível bastante acentuado entre os primeiros, com Ruben Almeida a terminar com cerca de 36 minutos de avanço sobre o seu mais directo perseguidor!Em termos colectivos, o Team Bikezone/Scott levou a primazia, batendo o CC Loulé/Loulé Concelho e o CC Évora/Évorabike.




